A Internet e a Evolução dos Modelos de Negócio

Assim como a Sustentabilidade, como conceito e prática, está destinada a transformar profundamente as corporações – desde sua visão, missão, objetivos e valores, até seus processos e atividades cotidianas –, a Internet (como rede), da mesma forma, será responsável por impactos estruturais e gerenciais semelhantes.

Conforme as interfaces e devices que permitem a conexão do mundo offline com o online se tornarem cada vez mais fáceis de serem utilizadas, móveis, interconectadas e, claro, mais baratas – ao ponto de permitirem a coleta e transmissão ininterrupta de informações, maiores serão os horizontes que empresas e profissionais terão para expandir seu espectro de atuação e influência.

Pois tudo o que puder ser virtual ou “bitzável” o será. Informação é controle. Controle é poder: poder para identificar tendências, padrões e similaridades de comportamentos e fenômenos; poder para inovar, criar novas oportunidades de negócio, otimizar processos e atividades, reduzir custos; poder para influenciar positivamente a cadeia de stakeholders, oferecer experiências únicas para clientes e consumidores, compreender opiniões, desejos, demandas e necessidades e traduzi-las em novos produtos, serviços e soluções.

Informação é a tônica da evolução corporativa e a Internet é a ferramenta que não só amplia exponencialmente a capacidade de interação contínua e qualificada de uma empresa com seu ecossistema, como também a que permite uma maior consciência sobre si própria, em termos de identidade e imagem, meios e fins, através, principalmente, da coleta de indicadores estratégicos, táticos e operacionais e das múltiplas percepções sobre seu valor.

Tais possibilidades que a Internet oferece estão cada vez mais presentes nas estratégias e planos de ação corporativos. Mais do que apenas um novo canal de branding, marketing, comunicação, relacionamento ou vendas, as empresas estão gradualmente utilizando a Rede com finalidades muito além de sua habitual forma. Não estamos falando de novos modelos de negócio viabilizados pela Internet (o que é prática comum), mas da evolução dos modelos de negócio existentes para novos patamares.

Não é a toa que alguns setores serão profundamente impactados, ao ponto de a utilização “aplicada” da Internet se tornar um marco de sobrevivência, selecionando poucas empresas e perecendo muitas, pois a primeira que se posicionar e fidelizar seus clientes e consumidores criará custos de troca (switching costs) muito significativos.

O Varejo é um bom exemplo. A quantidade de novas tecnologias embarcadas nos PDVs tende a crescer significativamente e um fator crítico de sucesso é que as mesmas estejam linkadas à Internet e suas subredes como forma de permitir o acesso a conteúdos exclusivos, sejam eles proprietários ou não.

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http://idgnow.uol.com.br/blog/glog/2010/06/17/conheca-o-espelho-virtual-desenvolvido-pela-ibm/

O que dizer do Espelho Virtual que pode compartilhar a imagem de uma pessoa – experimentando uma nova roupa, por exemplo – em sua rede virtual, para que a mesma seja votada por seus amigos (live feedback) para que assim sua decisão tenha maior chance de sucesso?

Ou de aplicativos para o iPhone, como o desenvolvido pelo Bradesco http://www.brainstorm9.com.br/trends/bradesco-lanca-primeiro-aplicativo-brasileiro-com-realidade-aumentada-para-iphone/, que permitem encontrar a agência mais próxima apenas seguindo as placas que o celular aponta durante o caminho?

Ainda, a utilização de tecnologias de realidade aumentada que permitirão aos consumidores aplicarem uma “camada personalizada” ao ambiente físico de uma loja?

Os céticos dirão que ainda se tratam de experimentos isolados ou de tendências de longo prazo. Porém, a realidade da Internet que permeia as atividades corporativas está mais próxima do que se imagina, uma vez que o gargalo é mais político do que técnico.

Governar os investimentos para a Internet aplicada aos processos corporativos é o desafio que precisa ser superado, uma vez que hoje, na maioria das empresas, existe um entendimento vertical e hierárquico para o tema.

Como dissemos anteriormente, a Internet deve permear as empresas, e, portanto, os orçamentos direcionados à sua viabilização deverão também permear os diversos centros de custos das unidades, áreas e funções corporativas, do Planejamento Estratégico à Operação, da Gestão ao Relacionamento, sem restrições.

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